10 razões para dizer SIM a proibição da comercialização de armas no pais
Depois de ler um post do Prog, no WMO, me senti na obrigação de sair um pouco do assunto informática.
Segue o texto:
O Brasil é o país do mundo com o maior número de pessoas mortas por armas de fogo. Em 2003 foram 108 mortes por dia, quase 40 mil no ano! [Datasus, 2003] Arma de fogo é a primeira causa de morte de homens jovens no Brasil! Mata mais que acidentes de trânsito, AIDS ou qualquer outra doença ou causa externa. [Datasus, 2003]
1- Existem armas demais neste país.
Estima-se que o número total de armas em circulação no Brasil seja de 17,5 milhões [Iser-Small Arms Survey, 2005]. Apenas 10% dessas armas pertencem ao Estado (forças armadas e polícias), o resto, ou seja, 90%, estão em mãos civis. Está na hora deste país se desarmar!2- Armas foram feitas para matar.
No Brasil, 63,9% dos homicídios são cometidos por arma de fogo, enquanto 19,8% são causados por arma branca [Datasus, 2002]. Por quê? Porque armas de fogo matam com eficácia e sem nenhum risco para o agressor. Diante de uma faca, você corre, grita, chuta. A chance de morrer em uma agressão com arma de fogo é muito maior: de cada 4 feridos nos casos de agressões por arma de fogo, 3 morrem. [Datasus, 2002] As tentativas de suicídio com arma de fogo também são mais eficazes: 85% dos casos acabam em morte. [Annals of Emergency Medicine, 1998].3- Ter armas em casa aumenta o risco, não a proteção.
Usar armas em legítima defesa só dá certo no cinema. Segundo o FBI [FBI, 2001], “para cada sucesso no uso defensivo de arma de fogo em homicídio justificável, houve 185 mortes com arma de fogo em homicídios, suicídios ou acidentes”. As armas em casa se voltam contra a própria família. Os pais guardam armas para defender suas famílias, mas os próprios filhos acabam por encontrá-las, provocando-se, assim, trágicos acidentes. No Brasil, duas crianças (entre 0 e 14 anos) são feridas por tiros acidentais todos os dias. [Datasus, 2002].4- A presença de uma arma pode transformar qualquer cidadão em criminoso.
Armas de fogo transformam desavenças banais em tragédias irreversíveis. Em São Paulo, segundo a Divisão de Homicídios da Policia Civil [DHPP-SP 2004], o primeiro motivo para homicídios é “vingança” entre pessoas que se conhecem e que não possuem nenhum vínculo com o tráfico de drogas ou outras atividades criminosas. Para se ter uma idéia, em São Paulo, as vítimas de latrocínio – matar para roubar – correspondem a menos de 5% das vítimas de homicídio. [Secretaria de Segurança Pública - SP 2004]5- Quando existe uma arma dentro de casa, a mulher corre muito mais risco de levar um tiro do que o ladrão.
Nas capitais brasileiras, 44% dos homicídios de mulheres são cometidos com arma de fogo [Datasus, 2002]. Dois terços dos casos de violência contra a mulher têm como autor o próprio marido ou companheiro. [Datasenado, 2005]. De acordo com dados do FBI, relativos a 1998, para cada vez que uma mulher usou uma arma em legítima defesa, 101 vezes esta arma foi usada contra ela.6 - Em caso de assalto à mão armada, quem reage com arma de fogo corre mais risco de morrer.
É um mito considerar que com uma arma o cidadão está mais protegido. Na maioria dos assaltos, mesmo pessoas treinadas não têm tempo de reagir e sacar sua arma. Quando o cidadão reage, ele corre mais risco de se ferir ou ser morto. Uma pesquisa realizada no estado do Rio de Janeiro mostra que: “a chance de morrer numa reação armada a roubo é 180 vezes maior de que morrer quando não há reação. A chance de ficar ferido é 57 vezes maior do que quando não há reação.” [Iser, 1999]7- Controlar as armas legais ajuda na luta contra o crime.
A - O mercado legal abastece o ilegal. Para se ter uma idéia, 80% das armas apreendidas pela policia do Rio de Janeiro (de 1993 a 2003) são armas curtas e 76 % são brasileiras; 30% delas tinham registro legal [DFAE, 2003]. As armas que mais matam no Brasil são brasileiras, principalmente os revólveres 38 produzidos pela Taurus.
B - As armas compradas legalmente correm o risco de cair nas mãos erradas, através de roubo, perda ou revenda. Só no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre 1993 e 2000, foram roubadas, furtadas ou perdidas 100.146 armas (14.306 por ano). Ou seja: bandidos não compram armas em lojas, mas são as armas compradas em lojas que vão parar nas mãos dos criminosos.8- “O Estatuto do Desarmamento é uma lei que desarma o bandido.”
A maioria dos artigos do Estatuto do Desarmamento (lei n° 10.826, 22/12/2003) dá meios à policia para aprimorar o combate ao tráfico ilícito de armas e para desarmar os bandidos. Ele estabelece a integração entre a base de dados da Policia Federal, sobre armas apreendidas, e a do Exército, sobre produção e exportação. Agora as armas encontradas nas mãos de bandidos podem ser rastreadas e as rotas do tráfico desmontadas. Pela nova lei, todas as novas armas serão marcadas na fábrica, o que ajudará a elucidar crimes e investigar as fontes do contrabando. Para evitar e reprimir desvios dos arsenais das forças de segurança pública, todas as munições vendidas para elas também vão ser marcadas. A implementação do Estatuto em sua totalidade é um dos principais instrumentos de que dispõe hoje a sociedade brasileira para desarmar os bandidos.9 - Controlar as armas salva vidas
As leis de controle de armas ajudam a diminuir os riscos para todos. Na Austrália, 5 anos depois de uma lei que praticamente proibiu a venda de armas de fogo, a taxa de homicídios por arma de fogo caiu 50%. Entre as mulheres, a diminuição foi de 57% [Australian Institute of Criminology, 2003]. Um estudo da Unesco, publicado em 2005, mostra que Austrália, Inglaterra e Japão, onde as armas são proibidas, estão entre os países do mundo onde MENOS se mata com arma de fogo, enquanto os Estados Unidos, um dos países mais liberais com as armas, aparecem em 8º lugar, entre os países mais violentos do mundo. No Brasil, comparando-se os sete primeiros meses de 2004 com os sete primeiros meses de vigência da Campanha de Desarmamento - agosto de 2004 a fevereiro de 2005 - um estudo do Ministério da Saúde mostrou que o índice de redução de internações por lesões com arma de fogo no Rio de Janeiro foi de 10,5% e, em São Paulo, de 7%.10 - Desarmamento é o primeiro passo
A proibição do comércio de armas de fogo e munição, isoladamente, não é capaz de solucionar o problema da criminalidade. Mas é um passo fundamental em direção a uma sociedade mais segura. Temos que continuar trabalhando por pactos internacionais pelo desarmamento, por melhorias no sistema de justiça e nas policias e claro, pela redução da desigualdade social em nosso país. Mas para isso é preciso dar o primeiro passo: no dia 23 de outubro vai acontecer o primeiro referendo da história do Brasil. É nossa oportunidade de mostrar em que tipo de sociedade queremos viver.A vitória do SIM pode ser o início de uma nova história, o começo da “virada de página” na questão da (in)segurança no Brasil!Pela primeira vez está nas nossas mãos o poder de fazer alguma coisa pelo nosso bem mais importante: a vida! Não percamos esta oportunidade deixando tudo como está. Em 23 de outubro diga sim à vida. Vote pelo desarmamento!
Outros textos interessantes sobre o assunto:
Controle de Armas no Mundo
Desfazendo Mitos
Números da Violencia
Acidentes com Armas de Fogo
Fonte: http://www.referendosim.com.br
Ainda estava com dúvidas se votaria sim ou não, mas depois de ler esse texto, tenho certeza que votarei a favor do desarmamento
Abraços














Ainda há tempo de dicidir. O referendo só será realizado no final de outubro. Lembre-se, inclusive, que a decisão é sua e se refletirá também na sua vida.
Pense…
Se a proibição de venda de armas, já evitar mortes estúpidas em discuções entre não criminosos, por exemplo, já ficarei muito feliz.
Abraço
Interresante, a ideia proposta no texto, é simplesmente culpar as armas de fogo, de mortes causadas por idiotas que às usam. Pois bem, temos lá, quantas armas legalizadas no pais? 370 ou por ai, isso é, só colecionadores usam, e tem porte pra usar isso, e te-las.
Esse Referendo mentiroso, Vai tirar as armas de simplesmente ninguem, pois todas as mortes causadas por armas de fogo, as armas são ilegais, não são? vão tirar armas de quem tem porte legal, tudo certo como manda a lei, esses que não usam armas para matar ninguem, ou fazer mal.
Outro detalhe muito importante, é à história do desarmamento feito por Hitller. Nessa época era tomado como o bomzinho na polonia, eles diziam que armas só matavam, isso e aquilo!, e pronto, tirou as armas dos poloneses. Invadiu a Polonia sem dar nenhum Tiro, interresante né? Pois eles eram gordos, lentos e desarmados, assim até eu tomo um pais!
Na inglaterra temos a Nossa Rainha toda poderosa! Que só pode ser tirada do poder por uma revolução Armada do Povo, aonde é tirada à força. Bom, se a Rainha tiver que levar o pais à merda, e o pais tiver desarmado, quem irá tirar ela de lá? se o povo não tem armas, não tem como se defender? E a rainha manda descer o cacete no povo, pois ela quem manda e desmanda lá! Isso é apenas casos reais, citados aqui por mim.
De acordo com o referendo, Só Militares terão armas, e os policiais, e os bandidos claro, porque o lula não vai subir favela pra pedir as armas pros traficantes, ele não é tão burro assim. Dá um dia desses, um general ta de saco cheio de ser Apenas General, e todos os militares voltam a tomar o poder, e o povo todo sem arma, pra lutar contra isso, quem irá lutar? sem arma? sem munição, sem nada?
Então existem lados à serem observados, não é tudo um mar de rosas, como mostra a nossa mídia que influência mentes, pra eles tirar as armas, acaba a violencia, não, tem que tirar as armas de quem não tem cabeça pra ter armas, acabar com o comércio ilegal de munição e de vendas de armas, não adianta tirar armas de gente de bem, que não mata, e deixar os bandidos armados até os dentes, fazendo o que quiser com a sociedade em volta deles.
Abraços Bruno
O problema de deixar arma com gente de bem é que elas podem ser mortas por essas próprias armas ou ter um filho morto pela própria arma etc…
Uma história que aconteceu com um conhecido meu:
Numa praça, perto da minha casa, existe um pequeno comércio em torno da mesma, com algumas padarias, mini-mercados e farmácias.
Um dia, houve uma discução sobre vaga entre um PM a paisana e um aposentado, este aposentado estava armado e resolveu “mostrar ao PM quem mandava”, sacou a arma e começou a atirar e o PM revidou.
Resumo da história, um jovem que trabalhava no mercadinho em frente a confusão, que tinha uma vida maravilhosa pela frente chegou morto ao hospital, vitima de uma bala disparada durante a confusão.
Sei que não estamos em um mar de rosas, que os bandidos continuarão armados etc…, mas essa proibição pode, sim, evitar mortes estúpidas e desnecessárias, como a que falei acima.
Se a proibição de vendas de armas no Brasil eliminar casos como esse, já estarei muito feliz.
Abração João e obrigado pela visita
A questão do desarmamento feio por Hittler é totalmente mentirosa pois o desarmamento da população foi feito na Republica de Weimar justamente para tentar diminuir o poder do partido nazista.
Prezados: fiz uma compilação de textos de pessoas que são a favor do sim, com os respectivos sites de extração, visando manter os autores respectivos e ao mesmo tempo dar credibilidade ao que está escrito, pois assim vc poderá acessar e comprovar.
Portanto, as opiniões não são minhas, mas compartilho com a ideologia subjacente, e espero que seja esclarecedora para muitos. Tente colocar-se no lugar de alguém que discute banalmente com um desconhecido, sendo que no caso, vc “esqueceu” sua arma em casa. Mas o agressor, não….
0-DESARMAMENTO – PESQUISAS APONTAM QUE MAIS DE 70% VOTARIAM “SIM”
Terça-Feira, 11 de Outubro de 2005
Exército Brasileiro
A menos de 15 dias do segundo referendo da História do Brasil, 76% das pessoas ouvidas por uma pesquisa do Instituto Ipsos disseram que são favoráveis à proibição da venda de armas e munições no País – 21% votaram contra. A pesquisa foi realizada entres os dias 25 e 29 de agosto e divulgada no último dia 3 de outubro. Foram entrevistadas mil pessoas em 70 cidades e nove regiões metropolitanas.
De acordo com outra pesquisa, feita em parceria entre a Confederação Nacional de Transportes (CNT) com o Instituto Sensus e divulgada no dia 19 de setembro, 72,7% dos entrevistados querem proibir a venda de armas e 24,1% votariam pela manutenção do comércio. A pesquisa foi feita nos dias 6 e 8 de agosto e ouviu duas mil pessoas de 195 municípios, distribuídos em 24 Estados.
Os dados levantados pelo Ipsos e CNT/Sensus refletem, além da intenção da sociedade em optar pelo desarmamento, a opinião de que, para os brasileiros, proibir a venda de armas e munições no Brasil não é a única forma de se combater a violência. (http://www.ssp.sp.gov.br/home/noticia.aspx?cod_noticia=4317)
1 - 16/10/2005 17:12
Violência no futebol.
Antes mesmo do clássico do Morumbi começar, o confronto entre torcedores de Corinthians e Palmeiras já deixou feridos. De acordo com informações da Polícia Militar, seis pessoas ficaram feridas, sendo que duas foram baleadas nos arredores da estações do Metrô do Tatuapé e Belém, na zona leste da capital paulista. Vinte pessoas foram detidas. Dê sua opinião! E se os baleados fosem parentes seus? Gostaria de ter colaborado na campanha do “não”? (http://bligus.blig.ig.com.br/)
2 - 17/10/2005 ¦ 20:16
SIM ou NÃO - O que indicam as pesquisas
Pesquisas diárias feitas por telefone em todo o país e que servem para orientar os programas de rádio e de televisão dos dois lados coincidem: o NÃO parou de crecer. E o SIM parou de cair. Aumentou o número de eleitores indecisos quanto à proibição ou à liberação da venda de armas.
(http://noblat.ultimosegundo.ig.com.br/noblat/index.html#post11909)
3 - IMPORTANTÍSSIMO:
16:01 17/10
José Vicente da Silva Filho*
Uma enorme confusão acontece quando um assunto complicado é reduzido a duas singelas alternativas, sim e não. Pior ainda quando o “sim” traduz uma proibição e o “não”, uma permissão. O que vai mudar se ganhar o “sim”? E se ganhar o “não”? (o que está sublinhado é fator de confusão para o povo, pois “sim” está sempre associado à permissão e “não”, à negação. Até nisto você é manipulado. Vote SIM).
O brasileiro não é um povo bonzinho ou cordial. Ninguém nos segura: somos campeões mundiais de futebol, mas também de mortes com armas de fogo. No Brasil não se morre de fome, mas à bala, principalmente se for jovem. Mata-se por qualquer motivo: jornalista enciumado, juiz irritado, trabalhador embebedado, vizinho frustrado, motorista estressado. Xingariam as mães, trocariam tapas, mas mataram porque tinham a facilidade de uma arma que lhes deu sensação boçal de poder sobre os outros e emoções descontroladas que terminaram em tragédias. (VOCÊ JÁ SE IMAGINOU NUMA SITUAÇÃO DESTA, COM UM DESCONHECIDO NO TRÂNSITO? NO TRÂNSITO, NÃO É O BANDIDO, MAS O OUTRO “DO BEM”, PORÉM NUMA SITUAÇÃO DE DESCONTROLE E DE IRA!!!)
Não temos a responsabilidade dos argentinos, suíços ou americanos com estoques de armas maiores que o nosso. Nos Estados Unidos 95% dos assassinos não estão à solta como os nossos matadores. Aqui a impunidade garantida pela ineficiência da polícia e da justiça torna a arma um instrumento infernal para resolver conflitos do cotidiano ou para um garoto fazer carreira rápida para o cemitério.
Você deve ter reparado que boa parte das pessoas que pretendem dizer “não” parecem sofrer e estar de mal com a vida. Ora, onde já se viu proibir venda de armas para homens de bem, dizem alguns, mal disfarçando o preconceito com relação àquela “gentinha”da periferia que usa suas armas ilegais depois de uma cachaçada.
Muita gente de bem que, por possuir curso superior e profissão de elevado status, julga-se com autoridade muito acima do bem e do mal também fazem grandes besteiras com armas. Vamos só lembrar que um importante jornalista de São Paulo matou a namorada a tiros, um promotor paulista matou um jovem na praia e um juiz cearense engravatado fuzilou um funcionário obediente num supermercado.
O “não” é fruto e fomentador da cultura da violência e da impunidade. E de um engano brutal em seus argumentos.
De janeiro a outubro policiais militares em suas horas de folga mataram 73 pessoas. Muitos estavam fazendo trabalho de segurança, graças a sua experiência com o uso de armas e em lidar com bandidos. 35 morreram nessas ações. Quer dizer um experimentado profissional das armas morreu para cada dois, digamos bandidos ou desafetos. Já imaginou o cidadão que nunca atirou ou só deu 5 tiros na latinha colocada no barranco lá do sítio?
Arma é bom negócio para o fabricante, mas péssimo negócio para os cidadãos.
A principal utilidade do referendo é oferecer a oportunidade para que a população discuta um dos mais graves e urgentes problemas que ela sofre e criar uma situação de constrangimento sobre nossas autoridades. No referendo do dia 23 de outubro vamos votar SIM para dizer não às armas, não ao comércio de armas, não à matança que envergonha o país, não aos padrões de violência selvagem a que somos submetidos em nossas cidades. Não aos 300 milhões de reais diários que custa a violência. Não à sem-vergonhice dos que – matadores ou políticos – acham que podem estar acima da lei. A partir do dia 24 de outubro, voltemos nosso dedo indicador para o peito de nossas autoridades e vamos dizer: “muito bem votamos. E agora…o que vocês vão fazer?”
*José Vicente da Silva Filho é coronel da reserva da PM/SP, ex-secretário nacional de segurança pública, pesquisador e consultor. (http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/brasil/2148501-2149000/2148737/2148737_1.xml)
5 - SEGURANÇA
Pesquisa Ipsos: 76% dizem “Sim” à proibição da venda de armas (instituto que não tem “rabo preso” coma Globo)
A venda de armas e munição deve ser proibida no país segundo 76% das pessoas ouvidas pelo Instituto Ipsos, numa prévia do referendo de 23 de outubro que foi capa do jornal O Estado de S. Paulo desta segunda-feira. Segundo a pesquisa, 21% votariam contra a proibição e 3% não opinaram.
O presidente do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, também dá razão aos entrevistados. “O desarmamento é uma das medidas num grande pacote de segurança. A idéia de que a violência se resolve num passe de mágica não é nossa, é de quem diz que arma resolve.”
Ele disse que as instituições que defendem o fim da venda de armas têm projetos sociais. “O Sou da Paz e o Viva Rio, por exemplo, criaram programas para incentivar a polícia e levar esporte, cultura e lazer para a periferia. O que o pessoal do lobby das armas faz?”
Uso das Diretas, para Quartim, é demagogia
Em resposta, o “pessoal do lobby das armas” leva ao ar no horário gratuito uma campanha de rádio e TV que faz menção às manifestações pela liberdade e contra a ditadura, como a Campanha das Diretas Já.
No entanto, o maior defensor da frente, o deputado federal Alberto Fraga, integra o PFL, partido que reúne políticos que, à época, apoiavam o regime militar. E o programa veiculado na TV pelos adeptos das armas tem como astro o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP-RJ), cujo pai, David Bolsonaro (PP-RJ)é hoje o único defensor assumido e explícito da ditadura entre os membros do Congresso Nacional.
(http://www.vermelho.org.br/diario/2005/1004/1004_pesqipsos.asp)
6-O ESTADO DE SÃO PAULO
- Armas: 76% aprovam a proibição, revela pesquisa
- A venda de armas e munição deve ser proibida no País segundo 76% das pessoas ouvidas pelo Instituto Ipsos, numa prévia do referendo a ser realizado dia 23. A pesquisa, feita com mil pessoas, mostra ainda que 21% votariam contra a proibição e 3% não opinaram. Embora a pesquisa indique que o brasileiro é favorável à proibição às armas, também deixou claro que essa medida não é a mais importante. Mais eficiente, dizem, seria aumentar o número de policiais nas ruas, gerar empregos, endurecer as leis penais, combater a corrupção e melhorar a educação. Ontem mesmo, no segundo dia de campanha em rádio e TV, o grupo que prega o direito à legítima defesa - e vota pelo “não” à proibição - lembrou de momentos históricos em que a população brasileira fez valer seus direitos, indo às ruas em manifestações contra a ditadura militar e pelas Diretas Já. Os representantes do “Sim”, favoráveis à proibição ao comércio de armas, ressaltaram no programa que “os números divulgados pela imprensa confundem as pessoas e distorcem a realidade”. (págs. 1, C1 e C3)
(http://www.radiobras.gov.br/anteriores/2005/sinopses_0310.htm)
7- O desarmamento DÁ CERTO:
40 mil mortos por ano por arma de fogo
Mariana Gallo
Cerca de 40 mil pessoas morrem por ano no Brasil vítima de arma de fogo. “O número de mortes no Brasil é muito maior do que o de uma guerra”, compara Julio Jacobo, da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), órgão responsável pela pesquisa “Vidas Poupadas - O Impacto do Desarmamento no Brasil”.
Só no decorrer de 2004, ano da implantação do Estatuto do Desarmamento e da campanha para a entrega de armas, o número de mortes caiu 15,4%, ou seja, cerca de 5 mil vidas foram poupadas. (Quem sabe se A SUA VIDA - OU A DE UM FAMILIAR SEU - NÃO ESTAVA NO MEIO DAS QUE FORMA SALVAS, MESMO DEVIDO A UMA BALA PERDIDA DE QUEM ENTREGOU A ARMA?)
(http://www.camara.gov.br/eduardobarbosa/release%20140.html)