Monte sua iDupla e fique (quase) bilionário

Juntar-se com seu amigo de trash-talk e montar uma start-up podem fazer de vocês a próxima iDupla. Para quem ainda está out e não conhece esse termo, trata-se de algo parecido com Bruno e Marrone ou Zezé di Camargo e Luciano. São algo como duplas sertanejas high-tech. Fazem um sucesso estrondoso, ganham fama e reconhecimento, e no lugar de milhares de tietes, recebem milhões de ações.
Mas há mais por trás da realidade das iDuplas do que nossos pobres olhos podem enxergar. Recentemente o YouTube foi adquirido pelo Google pela soma de 1,65 bilhão de dólares. Nas manchetes de inúmeros jornais on e offline eram alardeados os novos bilionários. Mas não é bem assim que a banda toca.
Chad Hurley e Steve Chen irão receber ações avaliadas em 650 milhões de dólares. Cerca de 20 funcionários do YouTube receberam ações, em quantidades menores. Por exemplo, Julie Supan, a principal porta-voz da empresa, recebeu 10.308 ações, avaliadas em 4,8 milhões de dólares. O restante da mega-negociação foi parar na mão de investidores e fundos de universidades como Harvard, Yale, Brown, Colúmbia, Oxford e outras instituições de ensino de elite, bem como fundos de investimento que administram fortunas de famÃlias que estão por trás da Getty, Hewlett-Packard e Intel, entre outras.
O terceiro co-fundador do YouTube é o pouco conhecido Jawed Karim, que abandonou o projeto após ajudar na criação, e decidiu retomar os estudos de Ciências da Computação em Stanford. Mesmo com o péssimo timing, vai embolsar 64,6 milhões de dólares. Os três criadores desse fenômeno da internet se conheceram na época em que trabalhavam na PayPal.

Olha como é legal ser uma iDupla!
Moral da história? O mundo pop da tecnologia é sempre acompanhado pelos tubarões financeiros, ávidos pelas boas idéias. Não é para reclamar. E sim para usar isso a nosso favor. O capital de risco é parte essencial para o desenvolvimento pleno das empresas. Se você pensa em formar uma iDupla, considere seriamente procurar apoio financeiro para fermentar seu projeto, como o pessoal da FIR Capital, por exemplo.
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Quanto maior o risco, maior é o lucro ;P
Com certeza as duplas são vistas de forma diferente hoje em dia... Só que a venda do youtube não foi tão boa assim para os negócios em geral. Agora tem muita gente apostando que vai ser comprado por uma empresa grande, e criando serviços sem rentabilidade assim como o youtube era. Tudo bem, web2.0 serviços gratuitos, mas e os negócios onde ficam? Sem rentabilidade os negócios não andam.
E todo mundo se arriscando, muita gente ganhando dinheiro e muita gente falindo. E assim cria-se a uma bela bolha 2.0
Lucas, para variar a história se repete.
Muitos serviços ótimos são criados com base em uma excelente idéia, mas sem um plano de negócios por trás, o que acabará fazendo com que quebrem.
Abraço
Para completar, há a dupla que, apesar de mais silenciosa, parece que entendeu muito bem como funciona o apoio financeiro: Niklas Zennström e Janus Friis.
Vieram com o Kazaa, provocaram um rebuliço na tecnologia de telecomunicações com o Skype e agora já estão revolucionando a TV com o desenvolvimento do Joost.
Bem lembrado, esses caras são demais, tudo que inventam, arrebenta.
Abraço
Rafael Bernard,
Sem graça. Vim aqui pra comentar que faltou eles, e você já falou.
Sacanagem!
"Agora tem muita gente apostando que vai ser comprado por uma empresa grande, e criando serviços sem rentabilidade assim como o youtube era."
Lucas, o YouTube poderia não ser rentável, mas ele tinha e ainda tem um grande poder, reúne uma quantidade absurda de usuários em um só lugar. As grandes empresas não estão brigando para saber quem vai ganhar mais dinheiro em 2007. Elas querem estabelecer bases futuras.
Controlar um site acessado por milhões de pessoas ao redor do mundo é um enorme instrumento de poder.
As operadoras de celular fazem inúmeras promoções nas quais acabam com prejuÃzo financeiro. No entanto, aumentam a base de usuários. Essa é a verdadeira briga em qualquer mercado. Controlar a maior base de usuários/clientes.
É arriscado, pois não há garantias de se transformar uma operação como o YouTube em algo lucrativo. Mas imagino que o Google já esteja nesse caminho.
Rafael, valeu por lembrar dels, tinha me esquecido completamente!
Abraço,
Guilherme
http://www.papodehomem.com.br
[...] Monte sua iDupla e fique (quase) bilionário [...]
Não sei se o capital de risco é parte *essencial* para o desenvolvimento pleno das empresas.
Há uma passagem do Getting Real da 37Signals que diz justamente o contrário, comece com o que você tem e vá construindo em cima disso, sem se endividar antes mesmo de saber se sua idéia dará certo.
Óbvio que há casos em que o investimento é essencial, mas é possÃvel fazer mais com menos na maioria dos casos.
boo!
O boo-box foi formado por mim e pelo Rapha V, vamos ficar milionários?
Marcos, se vocês colocarem no site da boo-box uma foto de vocês juntando as mãos num gesto de poder e com um laptop no lugar dos rostos, já é um bom começo. =D
Walmar, para você conseguir entrar com tudo no mercado, você precisa de capital, seja ele de risco ou, mesmo próprio.
Mas em geral, empreendedor começa duro, parece pré-requisito, então precisa que alguém banque a brincadeira.
O Youtube, por exemplo, tem um gasto absurdo e só começou a dar sinais de caixa positivo, recentemente, se não houvesse o capital de risco inicial, eles não teriam sobrevivido para serem comprados pelo Google.
Marco, espero que sim, torço muito para que brasileiros comecem a emplacar no mundo todo.
Guilherme, isso seria engraçado...
Abraços
[...] que simplesmente acreditaram em uma idéia. Como já tinha comentando do texto sobre as iDuplas, as nuancias do mercado de investidores é um assunto muito interessante e que vale a pena [...]
[...] A parceria estava indo de vento em popa. Uma parceria que logo caminharia para uma iDupla. Não deu [...]