Blogs, Sexo e Lirismo

Recentemente acabei me envolvendo muito com a discussão sobre ProBloggers. Não só entrevistei o Cardoso e o Slonik, como li muito sobre o assunto em inúmeros blogs ao redor do mundo - será que podemos chamar a internet de mundo? .

Então dei de cara com esse post aqui do Daniel "Duende Verde", autor do blog O Caderno do Cluracão. Nem adianta perguntar, também não sei o que significa cluracão e não achei nenhuma definição no Aurélio.

O post questiona a onda em torno da supervalorização da atividade blogueira e soa como um certo desabafo, afinal, essa discussão toda está pra lá de gasta. Com tantos argumentos e contra-argumentos fervilhando em minha mente, acabou surgindo um clássico insight pós-noite-mal-dormida, que lhes apresento em forma de poesia.

Blogs e Sexo
Uns fazem somente por prazer
Outros fazem por prazer e ganham dinheiro com isso
E outros fazem apenas para ganhar dinheiro

Ninfomaníacas ou Probloggers?

Fica a pergunta que não quer calar, seriam os ProBloggers prostitutas ou ninfomaníacas?

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24 Comentários para “Blogs, Sexo e Lirismo”

  1. Eric Coutinho disse:

    Mas afinal de contas, baseando-me nos argumentos de quem diz que é prostituição…

    …Quem é que pode dizer, de cara limpa, que não se prostituí em algum nível?

    Valendo-me de minha própria interpretação sobre o que é e o que chamam de prostituição, acredito que ninguém.

    Se eu gosto de criar websites e ganho dinheiro com isso, estou prostituindo a função? Acho que não, segundo a minha interpretação.

    O problema, geralmente, é o entedimento das palavras (mais uma vez, segundo a minha interpretação). hahahahaha

  2. Daniel Duende disse:

    Olá novamente, meu caro Guilherme Nascimento. Agradeço pela atenção e interesse por minhas palavras. Com tantos links e comentários a respeito daquele post, eu bem poderia me cadastrar no adsense e começar a ganhar uns trocadinhos, não é mesmo? :D

    Mas vamos a alguns esclarecimentos, que acredito serem aqui necessários. Antes de mais nada, a metáfora que associa aos probloggers às profissionais do sexo é interessante — confesso que até me passou pela cabeça usá-la — mas a descartei pois não é bem essa a idéia que estou defendendo. O problema não é, em nenhum momento, ganhar dinheiro com o blogar (e isso, meu amigo, tanto não é problema para mim que eu estava mesmo pensando seriamente no papo do adsense…).

    Não se trata também de o blogueiro se sustentar com suas blogadas (o que pode ser o resultado natural de um blogueiro que saiba ganhar dinheiro com seu blog), nem de nenhuma consideração deste gênero. Minha preocupação é, antes de mais nada, com a desvirtuação de algo muito mais sutil e fundamental por trás do blogar — a liberdade do pensar, a liberdade do falar e a ética blogueira.

    Sim, blogueiros tem uma ética, assim como alguns poucos jornalistas (que se tornaram uma raridade nestes tempos). Por outro lado, quando a remuneração e a “carreira de blogueiro” começarem a entrar na frente da atividade de blogar, e o cara começar a pautar suas blogadas pela “popularidade” ou pelo gosto de seus “remuneradores”, já está dando os mesmos passos na direção da desvirtuação que atingiu outras profissões.

    Nada haveria de mau nisso (afinal, cada um sabe o que faz com a própria consciência), não fosse uma das maiores virtudes da blogosfera justamente a espontaneidade e isenção de boa parte de seus blogueiros, que seguem apenas a própria veneta em seus posicionamentos. Blogueiros de rabo preso com o dinheiro e com remuneradores não serão bem assim, não é mesmo?

    O problema é então, para usar ainda a sua metáfora, quando as pessoas perderem a noção de qual orgasmo é fingido e de qual orgasmo é real na blogosfera, e começarem a acreditar em declarações de amor das problogstitutas. Trocando em miúdos — blogueiro de verdade é alguém que você pode conhecer e confiar, é como um amigo. É como uma namorada, que a prostituta nunca poderá ser, e ai de você se achar que ela pode ser.

    Que venham os pro… err… probloggers, mas vamos nos lembrar que eles não são blogueiros como nós. São outra coisa, e fazem muito bem em cunhar um termo para se designarem. Eu acredito nos blogueiros que conheço, mas eu não acredito em probloggers, pois sei que eles não servem à blogosfera e sim aos interesses que os remuneram.

    Em tempo, Cluracão é o aportuguesamento surgido em uma conversa para o Cluricaun irlandês — uma espécie de duende de adega que é muitas vezes associado com os Leprechaun. Você saberia disso se tivesse procurado na Wikipedia. Sua enciclipédia está meio desatualizada, sabia?

    Por fim. Talvez eu seja mesmo um romântico, não é mesmo?

    Abraços do Verde.

  3. Bruno Alves disse:

    Eric, concordo plenamente o blogueiro profissional é quem ganha dinheiro com o que gosta de fazer.

    Seguindo a linha de raciocínio de que isto é errado, todos os empregos e profissões deveriam ser um tormento.

    Daniel, desculpe, mas não consigo ver onde o fato de ganhar dinheiro com uma determinada atividade pode influenciar negativamente a qualidade desta.

    Programas como o AdSense (citado), se adequam ao que o autor do texto escreve e não o contrário.

    Posso escrever o que quiser sobre qualquer assunto que o Google vai arrumar um jeito de colocar um anúncios relevante, não preciso mudar uma vírgula do texto em função do mesmo.

    Você achar que ganhar dinheiro com o blog não é para você é uma decisão unica e exclusiva sua, que eu respeito, agora você dizer que não confia em blogueiros que ganham dinheiro com seu blog me parece exagero.

    Eu sou um problogger, blogueiro profissional ou qualquer outro termo semelhante, isso faz de mim menos confiável?

    Abraços

  4. A discussão parece se dar mais em torno dos efeitos do dinheiro do que a atividade de blogar em si.

    Acredito no seguinte, e algumas pessoas aqui já devem conhecer essa teoria, o dinheiro é uma força neutra.

    Ou seja, se você for um cara picareta , a grana vinda do Adsense vai fazer seu blog ficar ainda mais ficareta e sujeito à “prostituição”.

    Mas se você for um cara com personalidade, que escreve por prazer, vai passar a exercer sua função de forma ainda melhor, com mais comprometimento e alegria no trabalho.

    Grandes atletas se tornam campeões ao obterem prêmios e grana. Eles têm o dom e juntam ao dom a motivação e o reconhecimento.

    O resultado é um trabalho de alto nível.

    Abraço, Verde, a discussão está boa, =D

    Guilherme
    http://www.papodehomem.com.br

  5. Daniel Duende disse:

    Pelo visto você não leu com muita atenção o meu comentário, Bruno. Em nenhum momento minha crítica se dirige genéricamente aos blogueiros que ganham dinheiro de alguma forma com seus blogs. Minhas colocações são bem mais profundas do que estas, se me permite a observação.

    Na verdade, nas várias conversas blogosféricas sobre este assunto (que devo organizar até o final do dia em mais uma blogada no meu Caderno do Cluracão) levantei já uns 3 pontos muito relevantes desta questão. Não vou me alongar sobre eles agora (para não ter que escrever tudo de novo pela 3a vez, já que vou blogar a respeito).

    Vou me limitar então a responder às suas colocações:

    Antes de mais nada, concordo plenamente que a maneira como vemos o trabalho e as profissões nesta sociedade é bastante distorcida. Quando a ética e a paixão pelo fazer bem feito ficam em segundo plano frente ao lucro e aos interesses a ele associados, você tem a profissionalização. O profissional não é aquele que faz por paixão, é aquele que faz por profissão, por remuneração. Sua meta não é fazer o melhor, mas atender a um mercado. Será que eu sou o único que enxerga aqui a diferença entre fazer uma coisa por paixão e atender a um mercado?

    Um segundo ponto, que parece não ter sido observado por você em meu texto, são as considerações sobre a ética blogueira — e eu não estava aí falando dos blogueiros remunerados pelo adsense, mas sim pelas outras formas de remuneração de blogueiros que estão surgindo e irão surgir cada vez mais por conta da profissionalização do blogar. Quanto tempo levará até que formas mais lucrativas de remunerar (e, com isso, comprar) blogueiros comecem a surgir? Quanto tempo levará até que seja dificil discernir quem é que está blogando por convicção e com ética, e quem é que está blogando simplesmente pelo dinheiro, ou por outros interesses que estão por trás de suas blogadas?

    Minhas considerações são, como disse, um questionamento temporão a respeito da ética blogueira e da essência da atividade do blogar, à luz desta transição que representa o surgimento e popularização dos “probloggers”.

    Capisca? :)
    (outra palavra que não está no dicionário, e é um aportuguesamento do “capisce” italiano)

  6. Bruno Alves disse:

    Daniel,

    posso ter entendido errado, o que não é difícil, mas é o que está escrito:

    Que venham os pro… err… probloggers, mas vamos nos lembrar que eles não são blogueiros como nós. São outra coisa, e fazem muito bem em cunhar um termo para se designarem. Eu acredito nos blogueiros que conheço, mas eu não acredito em probloggers, pois sei que eles não servem à blogosfera e sim aos interesses que os remuneram.

    Respondendo ao novo comentário, como já disse a alguns candidatos a problogger que me procuram:

    Se você não adora bloggar (faz por paixão), desista, você não vai a lugar algum.

    O tempo de retorno de um blog é muito grande e quem não gosta muito acaba desistindo no meio do caminho.

    Quanto a ética, depende mais da pessoa do que se é ou não remunerado.

    Quantos são os blogs que possuem conteúdo duvidoso e não recebem qualquer centavo por isso?

    O dinheiro pode corromper, sim, mas concordo com o Guilherme, depende da pessoa, não do dinheiro.

    Se a pessoa for corruptível, se corromperá por outras coisa que não o dinheiro.

    Eu faço meus trabalhos com paixão (tanto o blog quanto o “normal”), a partir do momento que isso não for uma verdade, parto para outra ocupação.

    Existem formas de monetização que, em teoria, corrompem mais os blogueiros, como o Pay per Post e o Review me, por exemplo, mas mantenho a idéia que já escrevi aqui em outras oportunidades, ninguém é obrigado a nada, pegue para fazer revisões que lhe interesse e seja feliz.

    Prefiro abdicar de certos ganhos para manter minha liberdade, que afinal foi o que me fez iniciar a atividade como blogueiro.

    É difícil distinguir quem pensa assim e quem não, não acho, o blogueiro tem um blog por dois anos e sempre escreveu textos excelentes, se fizer uma artigo pago pelo PPP ou RM, vou acreditar no que está escrito.

    Abraço

  7. Daniel Duende disse:

    Sim meu amigo Guilherme. Acredito mesmo que estamos tomando rumos cada vez mais construtivos. :)

    A respeito da “neutralidade do dinheiro”, concordo em grande parte. O dinheiro em si (assim como qualquer substância alteradora de consciência ou qualquer arma) é inerte e neutro. Isso é um fato. Mas o que se faz com ele, e as ações que ele possibilita é que se tornam por vezes um problema sério.

    Por trás do “dinheiro grande” há sempre os interesses de seus “possuidores”, que querem, em grande parte das vezes, mais dinheiro grande. Isso se aplica aos grupos e elementos que irão remunerar os blogueiros e (como no caso das subtâncias alteradoras de consciência) podem criar uma relação bem nefasta de dependência e “conivência” em seus remunerandos. Aplica-se às formas como a remuneração pode ser usada para influenciar o blogar. Aplica-se sobretudo à ganância que pode acometer alguns blogueiros, que na busca de conseguir mais e mais remuneração podem começar a deixar de lado qualquer étida blogueira ou simplesmente humana.

    Nada de novo em nossa civilização. Apenas as consequências da profissionalização e entrada do dinheiro em qualquer atividade. Coisa parecida com o que aconteceu, por sinal, com o Futebol, não é mesmo?

    Mas não vamos falar em futebol (pois dizem que isso dá briga) e nos concentremos nos blogueiros. Eu realmente acredito nos tantos blogueiros que podem ser tão remunerados quanto forem, e merecem mesmo ser, e ainda manter a integridade, frescor e essência blogueira. Eu acredito também que para aqueles que são inclinados a se prostituir, qualquer graninha já é bom motivo. Mas não é destes casos extremos que falo. Minhas considerações são sobre uma força muito grande — aquela que é exercida pelo dinheiro e seus “players” em qualquer atividade humana — e nas consequências que ela pode ter sobre a atividade de blogar.

    Este é apenas um dos pontos que andei salientando por aí, que somados às minhas preocupações culturais (a destruição da cultura blogueira pelo advento do problogger) e sociais (o fim da figura do blogueiro como elemento livre e a absorção deste pelo mercado), formam a minha posição contra os “probloggers” que, gostaria de salientar mais uma vez, não são meramente blogueiros que são remunerados. Sâo, como fica bem clara nas várias entrevistas de probloggers vistas por aí, “blogueiros profissionais” e se orgulham disso.

    Estou sendo claro?

    Abraços do Verde.

  8. Para mim é bem simples:

    1º Quem produz seu conteúdo pensando no leitor e tem como consequência a remuneração, é um ProBlogger de verdade.

    2º Quem produz seu conteúdo pensando em boa indexação com material apelativo e relativamente burro, é ProstituBlogger.

    Tem muita gente por aí que faz de 80% do conteúdo do blog pura prostituição. Isso é errado!? De forma alguma!

    Apoio completamente a idéia da criação de um Blog desta categoria apenas para gerar receita. Só não se julgue o senhor intelecto.

    O povo está em busca de status. “Sou o primeiro Problogger brasileiro”.. clap clap clap.

    Ou alguém esqueceu a auto-crítica em casa, ou o povo brasileiro é assim sem cultura mesmo…

    Fazer o que.. :roll:

    Um abraço!

  9. Daniel Duende disse:

    Entendo o seu recorte, meu caro Thiago, entre o que você chama de “prostitubloggers” e probloggers. Não entendo também como pode alguém se orgulhar de ser um “problogger”. É uma distorção cultural se orgulhar mais da remuneração que recebe por um produto do que do próprio produto.

    Mas gostaria de chamar a sua atenção para a direção que a discussão está tomando acima, que é bem interessante.

    Quais são as consequências da profissionalização (e a influência da grana) nas atividades humanas e qual será sua influência na atividade humana de blogar?

    Abraços do Verde.

  10. Bruno Alves disse:

    Daniel, se você levar ao extremo existem algumas diferenças, sim, entre os blogueiros profissionais e os amadores, como por exemplo:

    • Precisamos conhecer muito bem as ferramentas que utilizamos
    • Não podemos largar o blog ao relento por um mês e achar que tudo vai ficar bem
    • Nosso conteúdo precisa ser irrepreensível (não estou dizendo que os amadores o sejam).

    Mas essas diferenças, na minha opinião, melhoram o blog de uma maneira geral, e não pioram.

    Fora isso, não vejo muitas diferenças entre o blogueiro profissional e o amador.

    Thiago, publicidade é a alma do negócio ;) .

    Gritar aos 4 cantos que é o primeiro problogger, aumenta a curiosidade e conseqüentemente os acessos.

    Um grande problema que vejo é a definição do que é qualidade, um artigo meu sobre o WordPress deve ser um porre para quem não bloga, já as fotos de um acidênte são um lixo para mim, mas alguém pode achar o conteúdo muito bom.

    Abraços

  11. Daniel Duende disse:

    Achei bastante lúcidas as suas colocações, Bruno. Mas lamento que talvez eu não tenha me feito muito claro na afirmação que você citou, principalmente quando esta é pinçada desta forma do resto do corpo do texto.

    Deixe-me tentar aclarar o que quis dizer com estas palavras, então.

    Ao longo de todos os meus comentários tentei traçar uma linha que divide claramente os blogueiros e os probloggers. Talvez esta linha não tenha ainda ficado suficientemente clara. Vamos então retraçá-la: Àquele que bloga por paixão, com isenção, alegria, qualidade e liberdade de pensar, chamemos de blogueiro. Já àquele que bloga tendo em vista simplesmente a visibilidade de seus posts e não a sua qualidade ou honestidade, ou que defende em suas blogadas interesses outros que lhe valem também remuneração (e neste mesmo tacho agrupo os blogueiros remunerados por empresas para fazer as relações públicas destas na blogosfera), chamemos de probloggers.

    Minhas considerações não são, portanto, a respeito de blogueiros como o Interney, o Inagaki (e todo o pessoal do Interney Blogs), e estou inclinado a acreditar que também não se apliquem também a você. São observações ao mesmo tempo em um nível abstrato, de reflexão a respeito da influncia da remuneração e do dinheiro sobre a atividade blogueira, e concreto, quando me pergunto se muitos blogueiros não passarão a blogar desta ou daquela forma simplesmente para amealhar mais hits, mais clicks, mais links e mais anunciantes, tornando-se inclusive competitivos e anti-éticos no exercício do seu blogar.

    Nestes últimos, não confio. E a eles chamo de probloguers. Àqueles que mantém a integridade mesmo sob pesada remuneração (rsrsrssr), chamo ainda de blogueiros — quiçá blogueiros remunerados — a ponto inclusive de lhe informar que talvez não use o termo problogger para me referir a você, se você assim me permitir.

    Em um certo nível esta também é (e qual não é?) uma questão linguística.

    Espero ter-me feito claro agora.

    Abraços do Verde.

  12. Daniel Duende disse:

    Em uma consideração final…

    Talvez eu seja mesmo um romântico. :)

    Se me permitem, vou tentar distilar esta e outras discussões sobre o assunto em um post em meu blog. Logo que conseguir parí-lo, apareço por aqui para avisar.

    Abraços do Verde, e obrigado pela relevante discussão.

  13. Daniel Duende disse:

    Em uma consideração MAIS FINAL ainda… eu juro que pretendia escrever “destilar” :D

    Abraços do Verde.

  14. Pra mim a qualidade está em diversos fatores.

    Um artigo sobre WordPress pode ser um porre para quem não bloga, mas não deixa de seu um conteúdo elaborado, muito bem estudado e educacional.

    Ao produzir isso, você sabe que vai ser útil para alguma coisa.

    Julgo de extrema oportunismo e esperteza a criação de um blog com conteúdo polêmico para ganhar dinheiro. Como diz a minha avó, os espertos precisam dos ladinos.
    Só basta não ter vergonha de assumir o que você faz/é.

    No mais, é claro que BBB sempre terá mais audiência que Pequenas Empresas Grandes Negócios.

    É só saber diferenciar “qualidade” e “polêmica”.

    Um abraço!

  15. Bruno Alves disse:

    Daniel, neologismos têm esse problema, os que você citou como blogueiro remunerado, são os que chamo de probloggers.

    O que você chama de problogger, conheço como splogger.

    Aguardo seu novo artigo ;) .

    Thiago, ainda considero qualidade um termo relativo.

    Eu, por exemplo, possuo um blog para escrever somente besteira, apesar de alguns artigos se enquadrarem como apelativos, não os considero, pois entrego o que me proponho a entregar e eu assinaria o feed, portanto, para mim tem qualidade, mas para a maioria do público deste blog, não tem.

    Antes que alguém fale:

    tá vendo se vendeu

    O blog de besteiras rende muito menos do que este, mesmo tendo quase o dobro da visitação, faço-o para ter um lugar para escrever besteira, mesmo (faz bem, de vez em quando).

    Abraços

  16. Verde,

    entendi seu ponto de vista, ficou perfeitamente claro.

    Penso o seguinte: não há inocentes no mundo atual.

    Os blogs fizeram sucesso. O que aconteceu? A estrutura econômica absorveu e capitalizou esse novo conceito. Natural.

    Surgiram blogs dentro de portais, blogs de putaria, blogs para ganhar dinheiro e tantos outras variações…

    A essência do termo ficou no passado, e realmente é uma atitude romântica esse resgate.

    No entanto, ainda existem muitas pessoas que escrevem com qualidade e isenção na Web, seja em blogs, portais ou o que for.

    Minha proposta? Deixar o termo blog de lado e procurar uma nova identidade.

    Que tal IWriters, algo como Independent Writers? Ainda soa como “Eu, Escritor” e faz uma brincadeira com o símbolo máx do dinheiro, o glorioso IPhone. =D

    Grande abraço,

    Guilherme
    http://www.papodehomem.com.br

  17. Mitchel disse:

    uhasuhasuhas ótima poesia =)

    e você tem razão, esse assunto já está absolutamente desgastado.

    essas críticas a quem ganha dinheiro blogando parece mais dor de cotovelo do que uma “preocupação com a qualidade dos blogs” (?). cada um faça o que quiser da sua vida, com seu blog, com seu CUtuvelo.. e ninguém tem nada a ver com isso.

  18. j. noronha disse:

    Depois de tantos comentários profundos e gigantescos, só me resta dizer que são ninfomaníacas, ou prostitutas muiiiiiito feias. :-)

  19. Bruno Alves disse:

    Guilherme, não acho que deva ser procurado mais um novo termo, já temos muitos ;) .

    Só não consigo entender tanta coisa em torno da diferenciação do problogger para o blogger.

    Para mim a diferença é tão simples quanto o motorista de taxi para mim.

    O motorista de taxi tira seu sustento da atividade de dirigir, eu, apesar de dirigir melhor que muitos motoristas de taxi, não tiro meu sustento desta atividade.

    Mitchel, concordo que cada um deva fazer o que quiser e não consigo ver onde ganhar dinheiro pode prejudicar a qualidade.

    J.Noronha, não me considero parte de nenhum dos “times” citados, apesar de ser, claramente, viciado em blogar.

    Se fosse para ser extremista, diria, então que tem mais chances de um problogger fazer parte do time das ninfomaníacas.

    Abraços

  20. Verdade, Bruno, nada de novos termos desnecessários, falei mais de brincadeira mesmo. Pra ser sincero, acho que essa coisa de IPhone começou a subir à minha cabeça…

    iPhone… iPhone… iZombie…

  21. [...] Se você quer conhecer pessoas que já ganham bem com a web, comece pelo Cardoso e pelo Rafael Slonik. Em seguida, visite o Edney, que deu partida a um novo modelo de negócio online, um condomíno de blogs chamado Interney Blogs. Não deixe de visitar também o BrPoint, do problogger Bruno Alves, onde atuo como colaborador. [...]

  22. Bruno Alves disse:

    Guilherme, já apaguei o comentário. Como alguém pode ser tão idiota?

    Abraço

  23. Bruno, a Margarida apareceu para responder a pergunta do seu último comentário.

    huauhahuahuauhhuahuauhahu

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