
Recentemente, sugeri a compra da Wikipédia pelo Google e o Sérgio rebateu com uma proposta de modelo de negócio não tradicional.
O modelo sugerido pelo Sérgio, tem seus méritos, mas também tem alguns problemas.
Nada mais natural que um modelo de negócio que dê sustentação aos seus enormes gastos com servidores e transferência de dados se baseie também na colaboração. Ou seja, o modelo de poucos patrocinadores contribuindo com vultosos valores para cobrir as despesas deveria se substituído por muitos patrocinadores contribuindo individualmente com pequenos valores, mas cujo somatório produza o equivalente as despesas correntes.
Méritos
Problemas
Vou me reter, mais, a explicação dos 2 últimos problemas, que vejo que têm mais chances de inviabilizar o modelo como um todo.
Poucos pagando para muitos usarem.
Esse é um problema que pode ser contornado, dependendo do clima de comunidade criado em torno da Wikipédia.
Basicamente, quem colaboraria seriam os mesmos que já colaboram criando conteúdo.
Essas pessoas, já estão dando uma colaboração inestimável, criando um dos conteúdos mais ricos da internet, mundialmente, seria justo, ainda depender que essas mesmas pessoas colaborassem financeiramente?
Alguns podem querer fazer isto, mas não seria justo vincular a existência da Wikipédia, a colaboração financeira de todos, sendo que muitos que editam artigos sequer teriam como fazer tais colaborações.
O valor arrecadado não é diretamente proporcional ao gerador de custos
O fator gerador de custos da Wikipédia é o volume de acessos, que gera uma fatura de transferência de dados astronômica.
E este fator não é diretamente proporcional ao número de contribuintes, mas sim ao número de usuários.
Levando em consideração a regra do 1% (desculpem, mas não me lembro de quem é essa regra), onde, apenas 10% interagem com o conteúdo e apenas 1%, efetivamente, gera conteúdo, teríamos um aumento de 100 para 1.
Ou seja, o aumento de colaboradores nunca atingiria a mesma escala do aumento de usuários, criando o famoso cão correndo atrás do rabo.
Essa solução poderia criar um refresco para o curto prazo, mas com o aumento, cada vez mais rápido, de usuários em busca de informações logo, voltaríamos ao mesmo problema.
Para piorar, a Wikipédia ainda resolveu implementar o nofollow, o que fará com que o PR da mesma seja maior do que já é, colocando-a cada vez mais nos primeiros resultados da pesquisa e como sabemos, isso só fará com que mais e mais usuários a acessem.
Por que não exibir publicidade?
Não consigo entender porque existe essa aversão a exibição de publicidade na Wikipédia, seria a solução mais viável no longo prazo, pois, ao contrário da doação, os ganhos com publicidade são diretamente proporcionais ao fator gerador de custo.
Quanto mais pessoas acessando, maior o custo de hospedagem, mas maior será, também, o valor recebido pela publicidade.
Existe uma lenda que diz que a partir do momento que se exibe publicidade, torna-se parcial.
O Firefox é financiado, basicamente, pelo Google AdSense e não foi corrompido por isto, estima-se que, só com o AdSense, fature em torno de 50 milhões de dólares por ano.
Existem vários programas de publicidade que não interferem no conteúdo do site, entre eles posso citar 2 que considero que seriam os melhores para a Wikipédia:
Por que esses dois?
Concluindo
Acredito na viabilidade de curto prazo do modelo de micro doações, mas no longo prazo, isso se torna matematicamente inviável, por isso acredito que as duas opções mais coerentes seriam:
Enciclopédia, Banda, Hospedagem, Wiki, Transferência, Google, Wikipédia
[bbl]Enciclopédia,Banda,Hospedagem,Wiki,Transferência,Google,Wikipédia[/bbl]
Uma Tréplica ao meu amigo Bruno Alves – Mais sobre um Modelo para a Wikipedia…
Entendendo a História
O Bruno Alves escreveu uma entrada no seu blogue defendendo a venda da Wikipedia para a Google, como uma estratégia para manter o ótimo conteúdo da Wikipedia a salvo de problemas de caixa. Eu escrevi um entrada no meu Blog…
Um pequeno bloco de anuncios na Wikip do Adsense certamente resolveria o problema de verbas.
Concordo e não faria mal a ninguém
.
Abraço
Bruno,
Pergunta ridícula e fora de assunto:
Cadê a busca do site?
Sabia que estava esquecendo alguma coisa
.
Obrigado, já adicionei.
Abraço
Ufa, achei que eu que estava ficando doido e não achava.
Abraço.
Bruno,
Sendo mais chato (porém mais prestativo) ainda, parece-me que a busca não está funcionando. Pelo aqui não consegui procurar nada. Quando clico nada acontece. Pode ser algo temporário, ou só comigo, mas faça um teste aí!
Acho que o botão não está chamando nenhuma ação.
Abraço
Eu não consigo entender o porque de algumas pessoas brigarem tanto contra os anúncios do AdSense como forma de patrocinar os sites.
Acho que recebermos um serviço de qualidade e sem custo compensa plenamente a “obrigação” de assitirmos alguma publicidade…
Tonobohn, tinha feito besteira no código…
Já acertei, obrigado.
Salada de Bits, concordo plenamente.
Abraços
Hum… fiquei pensando… hospedagem e banda são commodities que com o tempo a tendência é ficarem mais baratos. Será que essa diminuição no preço não se equilibra com o aumento de tráfego em uma versão de doações?
Não sei se um Adsense ou Yahoo Panama trariam sensação de imparcialidade à enciclopédia. Mesmo os anunciantes não tendo contato direto com a Wikipédia, o Google e o Yahoo! fariam esse papel e portanto poderiam causar um sentimento de “manipulação”.
A coisa complicada é: como financiar algo que não pode ser financiado sob risco de ser acusado de parcialidade?
Vou pedir ajuda pros universitários.
Abraços!
Banda ainda é muito caro e deve continuar assim por um bom tempo.
De algum lugar tem que sair a grana para sustentar o serviço.
Cinco opções que me vêem a cabeça:
Se for combinar a “imparcialidade” com a possibilidade de sucesso, a opção mais viável, me parece, é a exibição de publicidade.
As outras 4 opções tendem ou para uma “parcialidade” ou para poucas chances de sucesso.
Abraço
Ainda não sei se consigo concordar com isso, mas esse assunto é realmente complicado.
Na verdade, por enquanto eles estão conseguindo crescer e se manter o que pode significar que sabem muito bem conseguir dinheiro de doações.
Vamos ver como a história se desenvolve nos próximos meses.
Falou!
Bruno, só pra dar um aviso…
Os acentos e caracteres especiais estão vindo quebrados no Bloglines.
Vêm substituídos por 2 pontos de interrogação (??).
Não sei o que causa (vi isso em outro blog um tempo atrás), só é um toque pra você corrigir.
[]´s
Como eu comentei no blog do sérgio já, existe um grande problema com as micro doações: os usuários não sabem como doar.
Quantas pessoas realmente sabem fazer uma compra pela internet? quantos confiam? quantos sabem oque é paypall etc?
Tá difícil de aplicar “The long tail” nessa visão. A situação tá mais para “Pareto”. 80% das doações devem ser feitas por 20% das pessoas…
Alexandre, sinceramente, não vejo complicações com relação a publicidade.
Quanto a crescer, mais ou menos, com mais verbas poderiam crescer ainda mais rápido e prestar um serviço ainda melhor.
Camilo, obrigado, é alguma loucura do Feedburner, ainda estou tentando descobrir como arrumar.
Com a mudança do WordPress o 2.1 o plugin que eu tinha desenvolvido que garantia que isso não aconteceria deixou de funcionar.
Lucas, isso é uma verdade, ainda vai levar algum tempo até que os micro-pagamentos estejam disponíveis para as massas.
Abraços