O Calebe me convidou para Um dia sem o Google: Versão Brasil, fiquei feliz em ser convidado, mas tive que recusar o convite, prontamente.
Por que?
Porque dependo demais do Google.
Depender demais de uma empresa é muito ruim, ficamos a mercê de sua saúde financeira e de seus caprichos.
Quando neguei o convite, me deu uma certa aflição de como estou na mão do Google e o causo do irresponsável de ontem, me deixou mais preocupado, ainda.
Durante o desafio, o Calebe, assim como os que aceitaram seu desafio, mostraram vários concorrentes interessantes, mas na conclusão do evento o próprio concluiu que não é muito fácil viver sem o Google, já que ele apresenta, quando não as melhores aplicações , as que possuem melhor usabilidade.
Já afirmei que o Google dominaria o mundo, mas hoje, possuo uma visão sobre isso, completamente diferente daquela época.
Apesar de continuar admirando o Gigante das Buscas, não penso mais que seja tão benéfica essa dominação completa do mundo online.
Que alternativas usar?
Para e-mail, posso usar o Yahoo Mail, que está melhorando a cada dia que passa e acaba de incorporar IMAP, o que é fantástico para mim, pois mantenho um domÃnio só para fazer a ponte entre minha caixa no GMail e um servidor IMAP.
Para o leitor de feeds, posso voltar ao Alesti, mas não gostaria, ou tentar alguma novidade desconhecida (aproveitando, acabo de fazer uma exportação do meu OPML).
Feeds, poderia usar o original do wordpress, mas perderia muitas funcionalidades de Feedburner, fica a pendência de procurar algo similar.
O Analytics, consigo viver com o Clicky, sem maiores problemas, tirando a questão da integração com AdWords e acompanhamento de metas, o Clicky é até melhor que o Analytics.
SEO, preciso estudar mais o funcionamento dos demais mecanismos de busca, não devem ser tão diferentes do Google assim.
A parte realmente complicada fica por conta da dupla AdSense / AdWords, por mais pura falta de competência dos concorrentes.
Já usei mais de 10 programas de afiliados diferentes e em todos eles encontrei sérios problemas, os únicos que ainda se salvam são o Acalama e o Já Cotei, porém os dois ainda precisam de várias melhorias para desbancar a dupla do Google.
O Acalama, precisa de tempo de estrada, o número de sites e blogs para anunciar, ainda, é muito pequeno não chega nem perto do alcance do AdWords.
O Já Cotei, carece de ferramentas, o sis tema é bom, a remuneração interessante, mas a otimização tem que ficar toda na nossa mão.
Os outros nomões no Brasil deixaram muito a desejar, seja no rendimento, seja na forma que tratam seus afiliados, entre eles:
De cada um desses tenho problemas que me fazem querer manter distância, somente o Hot Words, que ainda mantenho, na esperança que seja corrigido, pois cada dia que passa, faz uma indexação pior das minhas páginas.
Concluindo:
Uma empresa ser lÃder de mercado em tudo que faz é louvável, mas não quando isso é conseguido por incapacidade da concorrência, essa história está me lembrando tanto de outra empresa…
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18/julho/2007 at 18:25
“…O Analytics, consigo viver com o Clicky, sem maiores problemas…”
Pena que o Clicky não consiga viver sem o Google, visto que ele usas a API do Google Maps para mostrar detalhes geográficos dos visitantes
18/julho/2007 at 18:59
hehehe passo uma semana sem agua mas nem um dia sem o google
18/julho/2007 at 19:07
Melo mais aà seria um problema do Clicky com o Google … kkk
Eu não viveria sem o Google
18/julho/2007 at 19:21
Pode ser (má) impressão minha, mas parece que nos posts os blogueiros demonstram um certo orgulho indireto em ser dependente do Oráculo.
Posso estar enganado, mas é o que eu estou imaginando.
18/julho/2007 at 23:41
“Uma empresa ser lÃder de mercado em tudo que faz é louvável, mas não quando isso é conseguido por incapacidade da concorrência” - Discordamos nesse ponto, Bruno. O fato do Google dominar o mundo online, não se dá pela incompetência dos concorrentes, e sim por eles oferecerem melhores serviços do que os concorrentes. Pode parecer que é a mesma coisa, só que falada de diferentes modos, mas não é. O que quero dizer, é que pela alta qualidade dos serviços oferecidos pelo Google, acabamos achando a concorrência incompetente.
19/julho/2007 at 0:08
[...] vejo que, como já disse o Bruno Alves, a história que vem sendo construida por eles lembra muito uma outra história mas quer saber? Que [...]
19/julho/2007 at 12:10
Melo, quase não uso essa funcionalidade, eles poderiam remover sem problemas é “nice to have”, mas não necessário.
Daniel, não abro mão de nenhum dos dois.
itfaria, justamente.
Julix, não vou negar que já tive orgulho desta dependência, mas hoje estou mais pragmático em relação a essa situação, não gostaria que fosse tão verdadeiro.
Anny, conheci alguns produtos que teriam condições de desbancar o Google em alguns serviços e não fizeram, acabaram fechando, por pura incompetência de marketing.
Hoje, o Google tem poucos concorrentes a altura e os que existem não fazem o barulho que deveriam, por isso chamo de incompetência da concorrência.
Também acho que os produtos do Google são bons.
Abraços
19/julho/2007 at 14:09
Muito bom esse texto…ate vou colocar no meu site citando a fonte, claro…
abraços
http://www.estrategiadigital.com.br
19/julho/2007 at 19:08
[...] E quem consigará viver sem o Google? [...]
20/julho/2007 at 1:25
Bacana, Bruno.
Às vezes eu preciso de uma situação “ruim” pra poder ver alguma coisa necessária.
Fiquei o post inteiro pensando no teu último link, antes de vê-lo. Hoje vejo gente querendo endeusar outras empresas como apple e google, como se o domÃnio de uma fosse melhor do que a de outra. Como você mesmo disse, todo “domÃnio” é ruim.
Eu acho que a única coisa que “dependo” em parte é mesmo o motor de buscas, mas isso é facilmente contornável. De resto, nada do Google.
Acredito sinceramente que você possa encontrar uma maneira eficaz de oferecer seus reviews pagos. Assim estaria dependendo somente de você, já que cada review vem em sua maioria, de uma empresa diferente.
Vocês que já estão em condições de cobrar esses reviews deveriam quem sabe, concentrar esforços pra chegar à maneiras de levar os benefÃcios desses reviews para empresas que sequer conheçam essa possibilidade.
Se essa prática ganhar força, seria uma boa maneira de “proclamar a independência” do problogger.
20/julho/2007 at 9:37
Que tal tentar viver uma semana sem coca cola?
ou quem fuma de fumar?
Quem usa chuveiro elétrico?
usar o microondas?
2 dias sem usar o celular pra nada?
1 mês sem comer carne?
Dá pra se tentar viver sem muitas coisas, o google é muito pouco comparado aos 24 horas de nossas vidas. E sabemos que no mundo virtual não há impérios, há paradigmas, e eles são meros castelos de baralhos.
O que poderÃamos fazer é levantar tudo de bom que tem nos aplicativos do google, e o que um outro poderia ter para ser melhor, assim quem sabe podemos fazer a diferença na inovação, ou quebrar paradigmas?
abraços
20/julho/2007 at 12:08
O problema não é conseguir viver sem o google. A questão é que não existe neste planeta nenhuma empresa com uma gama de serviços tão ampla, tão abrangente quanto o google. Quando falta algo, eles compram.
Coisas de monopólio…
20/julho/2007 at 12:08
Rodrigo, obrigado.
Eric, infelizmente, blogs ainda são mal vistos no Brasil.
Estamos tentando mudar essa visão, mas isso leva tempo.
Somente quando essa cultura mudar, poderemos dizer que Adsense é só mais uma parte de nossa fonte de renda e poder limpar o blog um pouco.
Se fosse viável, preferiria ficar só com as resenhas pagas e publicidade direta, seria muito mais interessante.
Ainda vai demorar, mas chegamos lá.
Bernard, isso é verdade, temos vários itens com os quais não conseguimos viver sem, mas não gostaria de ser tão dependente.
Se amanhã o Google resolver mudar tudo, improvável, mas possÃvel, vai ser uma quebradeira na internet.
Abraços
21/julho/2007 at 16:13
[...] BrPoint: Não consigo viver sem o Google [...]
28/setembro/2008 at 12:18
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