O mito da invulnerabilidade do Linux

TuxMuito se diz sobre a segurança absurda do Linux e de que nós, usuários do mesmo, não corremos qualquer risco utilizando o mesmo.

Li hoje, no MeioBit, um caso de invasão por rootkit de um servidor Linux.

Sim, a invulnerabilidade do Linux é um mito.

O Linux, por construção é muito mais seguro do que os sistemas que não baseados no Unix, pois nasceu para ser um sistema multi-usuário e possui sistema de permissão multinível para todo e qualquer item no sistema.

Isso quer dizer que, a exceção do root, todos os usuários têm limitações do que podem ou não fazer, o que faz com que seja imune a vírus, e tão somente a vírus.

Existem várias outras maneiras de se comprometer um sistema Linux que não seguem os caminhos de um vírus, sendo o mais temido o rootkit.

Todo aplicativo roda com as mesmas permissões que o usuário que disparou o mesmo (ou com o usuário que foi dito que disparou), o grande problema do rootkit é que ele é executado com suid, o que quer dizer que ele tem os mesmos "poderes" do root.

Existem várias formas de comprometer um sistema Linux com um rootkit, mas a maneira mais comum é explorar falhas de segurança não atualizadas pelo administrador do sistema.

Falhas de segurança no Linux, costumam ser corrigidas com uma velocidade absurda, porém isso não adianta nada, se o usuário do computador fizer a atualização a cada 6 meses.

Normalmente, faço uma comparação simples que ajuda a entender o problema:

Windows - FuscaLinux - Carro-forte

O Linux é um carro-forte, o Windows é um fusca.

É de se esperar que estando dentro de um carro-forte, você estará muito mais seguro que dentro de um fusca, porém justamente esta idéia que causa os maiores problemas.

Seguindo o exemplo:

  • Se você não trocar os pneus do carro-forte com a freqüência necessária, logo estará capotando.
  • Se você andar com as portas do carro-forte abertas, é fácil jogar uma granada lá dentro.
  • Se alguém lhe convencer a ir para o lado de fora do carro-forte, acabou toda sua proteção.

Estamos muito mais protegidos do que os motoristas de fuscas, porém, é necessário que façamos a manutenção e usemos com consciência o carro-forte, para poder aproveitar estas vantagens.

Manter seu sistema atualizado constantemente é bastante eficaz para um computador doméstico.

Todas as distribuições recentes contam com atualização automática e centralizada (outra grande vantagem), basta ler os avisos do sistema e seguir as instruções.

Para os usuários domésticos do Ubuntu recomendo a leitura da parte de segurança na Wiki do Ubuntu-br.

Já, quando falamos de servidores, o buraco é muito mais embaixo.

Servidores são máquinas que serão alvo de crackers, sem sombra de dúvida, os ataques são diários e constantes.

Lembrando que um cracker pode ter tanto ou mais conhecimento que nós, é fundamental que instalemos mecanismos de proteção para diminuir as chances dos ataques serem bem sucedidos.

Algumas coisas fundamentais:

  • Instalar e configurar um Firewall.
  • Instalar e configurar um BFD.
  • Instalar e configurar um IDS.
  • Instalar e configurar detectores de rootkit (chkrootkit e rkhunter).
  • Instalar e configurar um antivirus (temos que proteger nossos usuários).
  • Configurar o sistema para realizar atualizações diárias.
  • Proteger seu SSH.
  • Só liberar serviços para quem realmente precisa.
  • Ler os logs de sistemas, eles contam várias histórias, algumas boas, outras ruims.
  • Assinar a lista de segurança de sua distribuição. (No meu caso do RHE)

Em último caso, você pode inclusive instalar o LIDS, mas só recomendo para usuários realmente experientes.

O LIDS é tão restritivo que, se mal configurado, pode impedir até o root de acessar o sistema ;) .

Mantenha seu sistema seguro, para não ter problemas com a falsa sensação de segurança.

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Linux, Windows, Servidores, Computadores, Notebook, Segurança, Antivirus, Proteção, Hackers, Administrador, Hospedagem

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4 Comentários para “O mito da invulnerabilidade do Linux”

  1. Vinicius Depizzol disse:

    Uma dica então é comprar um Windows XP por R$ 500,00, comprar um antivirus por R$ 139,00, um firewall por R$ 59,00 e rezar para que a peneira não fure.

  2. Bruno Alves disse:

    Juro que não entendi esta dica.

    É melhor gastar 700 Reais (e continuar com uma máquina insegura) do que clicar no aviso de atualização e confirmar que pode atualizar?

    Manter seu sistema atualizado constantemente é bastante eficaz para um computador doméstico.

    Os passos que explico depois são só para servidores, que precisam de uma segurança muito maior.

    Abraço

  3. O'Marin disse:

    Há um problema em andar num carro blindado: se voce bater com ele o impacto não será absorvido e quem estiver dentro vai sofrer muito mais.

    Só não sei como passar isso para a comparação que você fez, isso se der pra passar né. XD

  4. Bruno Alves disse:

    Normalmente, quando se bate com o carro-forte, você amassa o que você bate, não você ;) .

    Os risos de perda, são iguais, caso o sistema venha a ser comprometido.

    A única diferença é que é mais difícil comprometer o Linux, mas não é impossível.

    Claro que o nível de proteção vai variar com o uso, mas um backup regular é fundamental para que os danos sejam contronáveis.

    Uma vez quase perdi um volume imenso de dados porque o Windows corrompeu a tabela de alocação de arquivos, por causa de um mal contato.

    Minha sorte era que eu tinha backup recente e consegui copiar os arquivos com o Linux.

    Mas se não fosse isso, teria perdido muita coisa, mesmo sem vírus, invasão ou qualquer coisa do gênero.

    Abraço

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