
Você acha que conhece as pessoas, mas o convívio diário mostra quase nada das pessoas que nos relacionamos. Passamos, realmente, a conhecer alguém quando lhe damos poder para modificar as coisas.
Você vai poder verificar isso, com facilidade quando a noiva se tornar esposa, um subordinado se tornar gerente ou um empregado se tornar patrão. Em todos esses casos, as pessoas passam a mostrar seu verdadeiro "eu", quando tomam as rédias da situação.
Ontem, estávamos conversando sobre um funcionário exemplar que havia na empresa. Sempre prestativo, focado em resultados, com excelente relacionamento com todos enfim, quase tudo que poderia se esperar de um funcionário exemplar.
Um belo dia, foi decidido que era hora dele assumir o setor no qual sempre deu excelentes resultados. Sua dedicação e responsabilidade, mantiveram os resultados do setor em ascendência constante, porém o clima do setor, já não era o mesmo.
Todos achamos estranho que os demais membros do setor, apresentavam uma certa apatia, em detrimento do bom humor característico da área. Achávamos que tivesse relação com o excesso de trabalho ou a recente mudança. Com o tempo a coisa foi se organizando e tudo parecia voltar ao normal, não exatamente como era, mas nada que devêssemos nos preocupar.
Com o passar do tempo e os constantes resultados acima do esperado, esse funcionário ganhará a responsabilidade de novos setores e com isso, cada vez mais importância na empresa e cada vez mais percebíamos que algo estava estranho com os subordinados das nova áreas.
O golpe final foi um pedido de demissão em massa, vários subordinados deste entregaram em um curto espaço de tempo, suas cartas de demissão, dizendo-se não estarem alinhados aos novos rumos da empresa.
Novos rumos?
As políticas da empresa continuavam exatamente as mesmas, a única coisa que havia mudado era a estrutura de comando. Foi quando foi decidido fazer um bate-papo com cada um dos que pediram demissão antes de aceitar a carta.
Poucos falaram, mas alguns finalmente deram com a língua nos dentes. O antigo funcionário exemplar, havia se tornado um carrasco insensível e o clima de alto astral e cooperação, havia dado lugar ao medo de represálias.
Foi uma confusão danada até resolver todos os problemas causados, mas o evento serviu como uma ótima lição de que, nem sempre, o ótimo funcionário será um ótimo chefe. Só depois que foi dado o poder para modificar as coisas é que foi possível ver quem realmente ele era.
Caso fictício.
Carta, Currículo, Empresa, Emprego
Dar poder a quem não tem condições de assumir é "uma faca de dois legumes". Pode-se ganhar um péssimo gerente e perder um ótimo funcionário. Na minha opinião, por melhores que sejam os resultados de um funcionário, é necessário verificar se ele possui o perfil para comandar. E nem todo mundo tem esse perfil. Os que não têm, devem ser reconhecidos como ótimos funcionários e ficar no lugar deles, deixando que outro assuma a posição de gerência.
Grande abraço!
O problema é que existe uma espécie de ditatura da promoção nas empresas. Todo mundo quer cargos gerenciais, mas poucos têm a capacidade de admitir que não servem para isso (eu não sirvo). Conheci um gerente de projetos da Microsoft que disse que lá dentro impera essa cultura, se você disser que está satisfeito sendo desenvolvedor eles te olham torto, como se não querer um cargo gerencial fosse crime. O resultado dessa pressão é o nível lastimável de muito gerente por aí.
Outra forma de as pessoas se revelarem é participar de uma banda. Forme uma banda com amigos e em pouco tempo você descobre quem sabe trabalhar em equipe e quem quer tomar a banda para si.
Dar poder a quem não tem condições de assumir é “uma faca de dois legumes”. Pode-se ganhar um péssimo gerente e perder um ótimo funcionário. Na minha opinião, por melhores que sejam os resultados de um funcionário, é necessário verificar se ele possui o perfil para comandar. E nem todo mundo tem esse perfil. Os que não têm, devem ser reconhecidos como ótimos funcionários e ficar no lugar deles, deixando que outro assuma a posição de gerência.
Grande abraço!
O problema é que existe uma espécie de ditatura da promoção nas empresas. Todo mundo quer cargos gerenciais, mas poucos têm a capacidade de admitir que não servem para isso (eu não sirvo). Conheci um gerente de projetos da Microsoft que disse que lá dentro impera essa cultura, se você disser que está satisfeito sendo desenvolvedor eles te olham torto, como se não querer um cargo gerencial fosse crime. O resultado dessa pressão é o nível lastimável de muito gerente por aí.
Outra forma de as pessoas se revelarem é participar de uma banda. Forme uma banda com amigos e em pouco tempo você descobre quem sabe trabalhar em equipe e quem quer tomar a banda para si.
Isso é uma verdade incontestável!
Sofri isso na pele, fui promovido durante quase dois anos, mas meu chefe imediato era o comandante, e por ser o inútil incompetente que ele era, acabei me transformando e descontando nos meus subordinados.
Hoje voltei ao meu cargo de origem, não tenho saudade nenhuma do tal cargo e vivo uma paz que não tinha naquela época!
Abraço
Isso é uma verdade incontestável!
Sofri isso na pele, fui promovido durante quase dois anos, mas meu chefe imediato era o comandante, e por ser o inútil incompetente que ele era, acabei me transformando e descontando nos meus subordinados.
Hoje voltei ao meu cargo de origem, não tenho saudade nenhuma do tal cargo e vivo uma paz que não tinha naquela época!
Abraço